Hoje eu chorei pela minha condição de saúde, pela primeira vez em dois anos e meio, quando tudo isso começou. Chorei sentida, chorei todo o medo, toda a preocupação, toda a frustração de ter um corpo que não funciona como deveria. Aquele choro que a gente chora com o corpo todo, aquele choro que grita em silêncio, que faz perder o ar, soluçando baixinho até acalmar.

Chorei depois de receber o resultado de mais um exame, e percebi que ingenuamente eu depositei muitas esperanças em um laudo positivo: queria ler que o que era ruim continuava ruim, mas estável. E torcia para que algo aparecesse que fosse passível de solução, para me aliviar das dores de uma vez por todas, o que não aconteceu. O que era ruim ficou pior, e as dores não têm previsão de melhora.

Enquanto isso, os exames genéticos continuam sendo feitos, muito dinheiro sendo gasto, muito tempo em salas de espera, em consultas, em estudo tentando entender melhor o que acontece comigo.

E por tudo isso, hoje eu chorei como nunca. Continuarei positiva, continuarei confiante, continuarei não questionando e não ressentindo. Mas só amanhã. Por hoje, enquanto abraçava minha bebezinha pra ela dormir, me permiti sentir triste e colocar pra fora essa dor emocional que não tem remédio. Recebi carinho, amor e conforto do A., e depois de uma noite de sono com o abraço dele carregando minhas energias, amanhã começamos tudo de novo.

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